Pinguim-de-Magalhães


• Nome científico: Spheniscus magellanicus
• Classe: Ave
• Hábitos alimentares: Piscívoro
• Status de conservação: Quase Ameaçado


Origem:

Comumente são vistos nas praias brasileiras. Após nadarem longas distâncias, alguns pinguins se perdem do grupo e ficam com dificuldade de caçar, assim, chegam à costa brasileira, estando eles extremamente debilitados. Alguns deles, após serem resgatados, conseguem ser liberados na natureza. Porém outros precisam de uma atenção mais longa e por isso acabam sendo transferidos para aquários e zoológicos. Os primeiros pinguins-de-magalhães que vivem no Aquário de São Paulo foram transferidos para cá exatamente por este problema. Um primeiro grupo veio do CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) do Rio Grande do Sul e um segundo grupo veio de um CETAS da Bahia. Além desses animais, alguns dos pinguins que vivem aqui são nascidos no próprio Aquário e vivem juntos com seus pais.

Informações gerais:

Atualmente existem mais de 15 espécies de pinguins e, segundo cientistas, pelo menos 40 já foram extintas. Das existentes, a maior espécie é o pinguim-imperador, que tem cerca de 1,20 m de altura e chegando a pesar até 41 kg. A menor é o pinguim-azul, com apenas 43 cm de altura e até 1 kg de peso. Os pinguins-de-Magalhães, por sua vez, são característicos da costa da Argentina, Chile, Uruguai, Malvinas e também do Sul do Brasil. Essa espécie de pinguim não habita o gelo, vivendo normalmente em temperaturas mais amenas. Os pinguins-de-Magalhães são ótimos nadadores, podem atingir até 40km/h.

Longevidade:

25 a 30 anos.

Dieta:

Em ambiente natural consomem peixes, lulas e crustáceos, assim como no Aquário de São Paulo.

Tamanho:

70cm.

Peso:

4,5kg.

Distribuição geográfica:

Habitam os mares do Atlântico e Pacifico da América do Sul, mais precisamente na Argentina, Chile, Uruguai, Peru, Ilhas Falkland (Malvinas) e, devido à influência do inverno (maio a agosto), assumem como parte de sua rota migracional o sul e sudeste do Brasil.


Conservação:

Essa espécie é considerada como quase ameaçada de extinção. O pinguim-de-Magalhães tem como principal ameaça os derramamentos de petróleo e outros hidrocarbonetos (que já foram responsáveis pela morte de mais de 20.000 adultos e 22.000 juvenis em um único ano na costa argentina), a pesca predatória de espécies importantes da dieta destes animais e as mudanças climáticas (como aquecimento global que, por exemplo, pode vir a mudar os regimes de precipitação em colônias de nidificação, tendo como possível consequência, a inundação de ninhos e morte de filhotes).

Habitat:

Habitam a região costeira temperada da América do Sul, podendo frequentar regiões mais tropicais quando não estão em fase reprodutiva.

Reprodução:

Os adultos chegam aos locais de reprodução no início de setembro, aonde fazem ninhos sob arbustos ou buracos e os forram com penas, gravetos, folhas e algas. Ao final de outubro/início de novembro, a fêmea põe dois ovos e tanto o macho quanto a fêmea irão se revezar na tarefa de chocar os ovos que levam de 39 a 42 dias de incubação.

Localização no Aquário de São Paulo:

Setor Mundo Marinho.