Bicho-Preguiça


• Nome científico: Choloepus didactylus
• Classe: Mamífero
• Hábitos alimentares: Herbívoro
• Status de conservação: Pouco Preocupante (LC)


Origem:

Mochilinha é uma preguiça-real que foi encontrada órfã e encaminhada ao CETAS do Amapá. Lá se apegou tanto aos tratadores que até andava nas costas deles, por isso ganhou esse nome. Como perdeu a mãe muito cedo, não aprendeu os comportamentos básicos que precisaria para sobreviver sozinha. Juntando isso a ter se apegado muito aos seres humanos, o que a colocaria em maiores riscos na natureza, ela não teria como ser devolvida ao seu habitat natural. Então, em 2012 foi encaminhada ao Aquário de São Paulo, onde é muito amada e bem cuidada, além de ajudar a sensibilizar muitas pessoas sobre a importância de proteger os animais e sobre os impactos que o ser humano causa na natureza.

Informações gerais:

São animais de hábitos noturnos, dormindo por cerca de 15 horas durante o dia. As preguiças são animais solitários, mas grupos de fêmeas podem ocorrer em uma mesma árvore e os filhotes podem herdar a área de ocupação dos pais. Apesar de não conseguirem andar, podem se arrastar pelo chão e são excelentes nadadores. Por causa de seu metabolismo, que é muito baixo, as preguiças somente urinam e defecam uma vez por semana. Você sabia que a preguiça-real tem uma relação com algas? Esses animais possuem pelos especializados que facilitam o crescimento de algas, que os ajudam em sua camuflagem. Também se acredita que a preguiça coma essas algas e consiga também absorver parte de seus nutrientes através de sua pele.

Longevidade:

Vivem em média 20 anos na natureza. Sob cuidados humanos, podem chegar a viver de 30 a 40 anos.

Dieta:

Tanto em ambiente natural quanto no Aquário de São Paulo, essa espécie se alimenta de folhas, galhos e frutas.

Tamanho:

Até 74 cm de comprimento.

Peso:

De 4 a 8 kg.

Distribuição geográfica:

Ocorre na Floresta Amazônica, sendo encontrada na Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Equador, Peru, Colômbia e Norte do Brasil (Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e Maranhão).

Conservação:

A preguiça-real ainda não é considerada ameaçada de extinção, mas é afetada pelas queimadas, pelo desmatamento, pela caça e é uma frequente vítima de atropelamentos em estradas.

Habitat:

Essa é uma espécie arborícola, habitando copas de árvores tropicais.

Reprodução:

As fêmeas atingem a maturidade com cerca de 3 anos e os machos entre 4 e 5 anos. Após uma gestação de 6 meses, apenas um filhote nasce. Este filhote permanece abraçado à cintura da mãe por aproximadamente 5 semanas, quando passa a ter força para se segurar e movimentar sozinho.

Localização no Aquário de São Paulo:

Setor Amazônia.