Lobo-marinho-sul-americano


• Nome científico: Arctocephalus australis
• Classe: Mamífero
• Hábitos alimentares: Carnívoro
• Status de conservação: Pouco Preocupante (LC)


Origem:

Matias e Zuca são lobos-marinhos-do-sul muito especiais. Matias encalhou em uma praia no sul do Brasil, quando a equipe de resgate e reabilitação de fauna chegou ao local, notaram que o indivíduo ainda era juvenil, com aproximadamente onze meses e apresentava uma deficiência visual. Devido a esta deficiência, Matias foi encaminhado ao centro de reabilitação R3 em Florianópolis para avaliar a possibilidade de soltura. Infelizmente notaram que a deficiência visual afetava suas atividades básicas e a soltura poderia fadar o animal à predação ou aumentar as dificuldades em encontrar alimento. Foi então que o Aquário de São Paulo recebeu este lobinho para alegrar e sensibilizar o público que o visita sobre como o ambiente sendo mal cuidado, está afetando a saúde dos animais que nele vivem. Após alguns anos, Zuca foi encontrada em uma praia do Paraná e, por estar desidratada e apática, foi encaminhada ao Centro de Estudos do Mar – CEM-PR UFPR onde passou por uma série de exames. Estes exames detectaram uma deficiência visual e por isso Zuca foi transferida ao Instituto de Mamíferos Aquáticos em Salvador para que uma equipe especializada pudesse fazer uma avaliação oftálmica minuciosa. Por sua deficiência visual não regredir e afetar suas atividades básicas, ela teve de ser mantida sob cuidados humanos e, por isso, foi transferida ao Aquário de São Paulo. Hoje, Matias e Zuca já são amigos e nos ajudam diariamente a alertar a todos a importância de ter atitudes conscientes com o meio ambiente. Joca é um jovem lobo-marinho-do-sul (Arctocephalus australis) que foi resgatado pelo PMP-BS (Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos) no município de Lagunas-SC. Ele foi encontrado com a saúde bem debilitada. O animal foi encaminhado à Associação R3 Animal, onde recebeu diversos tratamentos para reabilitá-lo. Porém, apesar do tratamento ter permitido melhorar seu estado geral de saúde, o animal não conseguiu se recuperar da deficiência visual. Dessa forma, Joca não poderia mais ser reintroduzido em seu habitat natural, pois suas habilidades de nadar, caçar e fugir de predadores foram bem reduzidas com esta deficiência e, já que este querido animal merecia uma segunda chance, ele foi encaminhado ao Aquário de São Paulo, onde recebe cuidados especiais tanto para o seu crescimento, visto que é um juvenil, como para a sua deficiência visual, além de viver com outros de sua espécie.

Informações gerais:

São sociais e vivem juntos em colônias ao longo da costa. Eles costumam pescar em grupos. Eles passam a maior parte do seu tempo nadando, mas durante a época de reprodução passam o dia na terra. Eles têm nadadeiras dianteiras longas para ajudá-los a se deslocar nos costões rochosos. Para comunicar-se usam ruídos vocais, sendo que a mãe e seu filhote tem uma chamada especial individual para cada par. Estudos indicam que os filhotes só reconhecem a voz de sua mãe.

Longevidade:

Pouco se conhece sobre a longevidade dessa espécie, podendo estar entre 12 e 30 anos.

Dieta:

Em ambiente natural consome peixes, camarão, lagosta, lula e krill. No Aquário de São Paulo consome principalmente variedade de peixes.

Tamanho:

2m.

Peso:

200kg.

Distribuição geográfica:

Se distribuem pela costa sul-americana (Peru, Argentina, Uruguai, Chile e Brasil).


Conservação:

As pescas industriais do Peru ameaças os recursos alimentares desta espécie. Além da ameaça por limitação de alimento, os lobos-marinhos-sul-americanos são ameaçados por captura acidental e outras interações com pesca.

Habitat:

Passam seu tempo tanto em terra quanto no oceano. Nos períodos de reprodução passam o dia nas costas do Peru, Argentina, Uruguai e das Ilhas Falkland. Em terra, preferem áreas rochosas para protegê-los do sol, sendo capazes de mover-se facilmente na terra e de subir ladeiras íngremes. Quando eles não estão em época de reprodução geralmente estão no oceano.

Reprodução:

São polígamos, onde os machos copulam com mais de uma fêmea por período reprodutivo. Os machos competem por território e fêmeas entre Outubro e Dezembro. A razão de machos para fêmeas é maior do que qualquer outro mamífero, indicando que um macho copula com mais fêmeas por período reprodutivo do que qualquer outra espécie que forma haréns.

Localização no Aquário de São Paulo:

Setor Mamíferos Aquáticos.