Tartaruga-verde


• Nome científico: Chelonia mydas
• Classe: Réptil
• Hábitos alimentares: Onívoro
• Status de conservação: Em perigo (EN)


Origem:

O Aquário de São Paulo recebeu uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) vinda de um Centro de Reabilitação de Animais Marinhos do Espírito Santos (CRAM-ES) operacionado pelo IPRAM e pelo IEMA. Lá, foi identificado que o animal possuía um problema de flutuabilidade, que inicialmente acreditava-se ser causado por uma pneumonia que o animal apresentava. Porém, mesmo após o tratamento da pneumonia, o problema da flutuabilidade persistiu. Então, por conta de uma cicatriz que a tartaruga possui na base do casco, foi deduzido que ela provavelmente tinha sido atropelada por uma embarcação, que criou um tecido que causa esse problema de flutuabilidade. Como é um problema de difícil reversão, ela não poderia ser reintroduzida na natureza, pois não sobreviveria. Hoje, no aquário ela recebe os mais altos padrões de bem estar animal e serve como embaixadora da espécie e do mar, ajudando a sensibilizar as pessoas sobre a conservação dos oceanos.

Informações gerais:

Ao todo existem sete espécies de tartarugas marinhas, e a tartaruga verde (Chelonia mydas) é uma das cinco espécies que ocorrem no Brasil. Seu nome se da por conta da cor esverdeada de sua gordura corporal. Possui um par de escamas pré-frontais e quatro pares de placas laterais justapostas na carapaça. O focinho é curto e o bico é forte e serrilhado para rasgar e separar as plantas. O dimorfismo sexual fica evidente apenas na fase adulta, quando o comprimento da cauda do macho se mostra maior do que o da fêmea.

Longevidade:

Cerca de 75 anos.

Dieta:

É onívora quando filhote, e vai gradualmente modificando sua dieta até se tornar basicamente herbívora. Porém por ser um animal migratório, passando por vários ambientes durante sua vida, acaba por ter hábitos alimentares oportunistas.

Tamanho:

Em média 1,20 m de comprimento de carapaça.

Peso:

150 a 200 kg

Distribuição geográfica:

Espécie cosmopolita, sendo encontrada em mais de 140 países. Ocorre nos oceanos Atlântico, Pacífico, Índico e Mar Mediterrâneo. No Brasil pode ser encontrada ao longo de toda a costa, principalmente indivíduos juvenis que utilizam diversos locais do litoral como áreas de alimentação.


Conservação:

Todas as espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção. As principais ameaças são a pesca incidental; a poluição marinha; o abate de fêmeas e coleta dos ovos; colisão com embarcações e a ocupação desordenada nas praias de desova.

Habitat:

Ocorre em mares tropicais e subtropicais de todo o mundo. Indivíduos juvenis podem ser encontrados em águas temperadas. Geralmente habita áreas costeiras, baías protegidas e ilhas, sendo raramente avistada em oceano aberto.

Reprodução:

As tartarugas verdes se reproduzem nos meses mais quentes do ano. No Brasil desovam nas ilhas oceânicas de Trindade, Fernando de Noronha e Atol das Rocas, entre dezembro e junho. A cópula ocorre no mar, onde uma fêmea pode reproduzir com vários machos diferentes, e vice-versa. Após a cópula, o macho retorna as áreas de alimentação enquanto a fêmea migra para a mesma praia onde nasceu, para desovar. Uma fêmea pode realizar de 1 a 9 posturas por temporada, e cada ninho possui em média 150 ovos. As fêmeas desovam em intervalos de 2 a 4 anos. Os ovos eclodem entre 45 e 75 dias após a postura. A eclosão geralmente acontece no período da noite, provavelmente orientada pela temperatura da areia. Assim que emergem, os filhotes correm direto ao mar, orientados pela luz da lua. Os filhotes nadam para o mar aberto, onde passam os primeiros anos de vida em zonas de convergência entre correntes. Quando atingem a fase juvenil, migram para as áreas de alimentação.

Localização no Aquário de São Paulo:

Setor Mundo marinho.